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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Cabeleireira transforma assaltante em escravo sexual na Rússia

Um estranho caso de assalto e estupro envolvendo um criminoso e uma cabeleireira está mobilizando a polícia russa.

Segundo o site "Life.ru", uma cabeleireira de 28 anos identificada como Olga teve o salão invadido por um assaltante na terça-feira (14). Ela, que é treinada em artes marciais, conseguiu render o homem de 32 anos, identificado como Viktor, e levou-o para uma sala reservada.

Olga teria usado um secador de cabelo para render o assaltante, e acabou prendendo-o, mas não chamou a polícia.

Ela teria obrigado o criminoso a tomar o estimulante sexual Viagra, para depois abusar dele por diversas vezes, durante os dois dias seguintes.

Depois de ser libertado, Viktor foi ao hospital para curar seu órgão sexual "contundido", e depois registrou queixa contra Olga. No dia seguinte, foi a vez de Olga registrar queixa contra Viktor por assalto.

A história fica ainda mais confusa, segundo o "Life.ru", porque a polícia não tem certeza de quem é o verdadeiro criminoso nesse caso de assalto que terminou em "estupro".

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Protestos ganham maior visibilidade na mídia chinesa

Casos de manifestações e protestos populares na China, antes considerados raros e mantidos sob forte controle, têm ganhado maior visibilidade nos últimos meses na imprensa doméstica e internacional. Reportagens abordando episódios de inquietação social emergem com maior freqüência, em um sinal de que esse tipo de assunto já não é mais tratado sob forte censura no país.

Mais de dez casos de grandes protestos foram relatados nos últimos três meses pela agência de notícias estatal Xinhua, e incontáveis publicações internacionais retrataram episódios semelhantes, levantando a questão sobre se existe um aumento no número de incidentes ou se agora a mídia enfrenta maior liberdade.

Nesta terça-feira (18) foi noticiado com grande destaque nos jornais nacionais a invasão da sede do Partido Comunista em Longnan, noroeste da China, onde mais de 2.000 agricultores protestavam contra a desapropriação das terras que cultivavam. Eles atearam fogo em diversos veículos e entraram em confronto com a polícia.

Há apenas dez dias, centenas de pessoas protestaram na cidade de Shenzhen, sul da China, contra o assassinato de um motoqueiro pela polícia. Elen não respondeu ao comando de parar em uma blitz e foi baleado. Carros oficiais foram queimados pelos manifestantes.
Igualmente, taxistas em Chongqing, Sanya, Gansu e Guangdong vêm organizando protestos por melhores salários há semanas, e a imprensa estatal segue reportando o assunto.
Maior visibilidade
Analistas entrevistados pela BBC Brasil acreditam que o número de manifestações na China está aumentando, mas que também há maior visibilidade porque o Partido Comunista entende que a simples censura não é a melhor maneira de lidar com esses casos. "A deterioração da situação econômica é um fator para o aumento das manifestações", afirma Joseph Cheng, professor de ciências políticas da City University de Hong Kong, especialista em China.

Cheng acredita que o governo não está mais limitando tanto a cobertura de protestos porque "não faz sentido tentar encobrir o que a imprensa internacional e de Hong Kong pode facilmente descobrir". No entanto, o cientista político não acredita que haja uma predisposição de Pequim a dar maior liberdade à mídia.

"Não existe nenhuma política ampla que promova a liberdade de imprensa como instrumento para supervisionar e verificar o trabalho que o governo faz", diz. Segundo o acadêmico, o partido irá sempre intervir em casos delicados que realmente colocam a soberania do país em risco, como nos protestos ocorridos no Tibete em março.

Mike Yao Zhengyu, que é pesquisador em comunicação e censura em Hong Kong e PhD da Universidade de Santa Bárbara, na Califórnia, concorda com Cheng. "Depende do tipo de protesto. Assuntos como o Tibete seguem vetados", afirma.
"Há um aumento nas manifestações e a imprensa tem dado maior atenção a isso, mas são situações de desemprego e injustiça, nada de cunho explicitamente político antagônico ao partido", avalia Zhengyu.
'Postura sofisticada'
O pesquisador diz acreditar que a liderança comunista está adotando uma postura "menos agressiva e mais sofisticada" desde o terremoto de Sichuan, em maio passado. "A censura é muito óbvia, o que existe é uma administração da cobertura, onde alguns assuntos aparecem, enquanto outros são ignorados ou recebem uma nova abordagem nacionalista que é favorável ao governo", afirmou Zhengyu.

Yan Xiaojun é professor assistente no departamento de política de administração pública da Universidade de Hong Kong e acredita que o aumento da visibilidade das manifestações se deve ao processo de enriquecimento dos últimos 30 anos. "As reformas não apenas deram poder aos moradores do campo em termos econômicos, mas também proveram maior acesso a informação e comunicação, o que facilita ações políticas coletivas", afirma.

Yan acredita que há um relaxamento no controle, mas isso é um motivo menor. "A mudança gradual do sistema centralizado de controle permitiu a propagação de inquietação social. Isso não seria possível no passado, quando a indústria estava sob rígido controle do aparato de propaganda do partido", concluiu.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Chávez ameaça cassar licença de redes que descumprirem lei eleitoral

Os veículos de comunicação privados que desrespeitarem norma que proíbe a veiculação de resultados eleitorais antes do primeiro boletim da autoridade oficial, poucos dias antes das eleições, poderão ter suas licenças revogadas na Venezuela. O presidente Hugo Chávez fez a ameaça na última sexta-feira (13/11).

Chávez acusa as redes privadas de tentarem divulgar dados na tentativa de influenciar eleitores a favorecer seus adversários. Para ele, elas são “cavaleiros do Apocalipse”.

"Emissora de rádio ou de televisão que viole as normas eleitorais em 23 de novembro, que anuncie resultados antes que o Conselho Nacional o faça, será tirada do ar, e isso será motivo para a suspensão da licença para que nunca mais transmitam nada. Não tenham a menor dúvida que vou fazer isso", disse o presidente venezuelano em ato político.

Chávez se mostrou irritado ao dizer que soube que alguns veículos “andam sugerindo” que “terão suas próprias pesquisas e que vão anunciar resultados antecipados”.

Porém, até agora, os meios de comunicação não violaram o mandato do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

A relação do governo com a imprensa venezuelana nunca foi pacífica, mas a disputa atingiu um ponto crítico quando Chávez anunciou que não renovaria licença de sinal aberto de uma das principais emissoras privadas do país, a RCTV, que hoje opera em canal fechado.

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Clarim da Amazônia