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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Jaime Gazola propõe audiência em Brasília para definir o novo local de construção

A luta pela transferência de local para construção da ponte sobre o rio Madeira deve sair da jurisdição de Rondônia e virar debate nos órgãos federais em Brasília. Principalmente depois do comportamento de algumas autoridades e políticos na audiência pública realizada na Assembléia Legislativa na semana passada, quando a população foi ignorada, sem direito a manifestação.

A nova tomada de posição dos moradores dos bairros Balsa, São Sebastião I e II, e Nacional, que estão unidos no propósito de evitar que se estrangule ainda mais o trânsito nas avenidas Jorge Teixeira e Migrantes, foi definida durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Porto Velho, na quinta-feira, dia 8, quando o vereador Jaime Gazola (PV) reafirmou sua posição em favor da luta dos moradores e propôs a formação de uma comissão de moradores e representantes do Poder Legislativo Municipal para ir a Brasília debater o assunto no Ministério dos Transportes.

Infelizmente, segundo Jaime Gazola, depois da demonstração de empáfia e da falta de compromisso das autoridades ligadas ao setor e dos representantes da bancada federal (exceção concedida ao deputado federal Mauro Nazif, que foi o único parlamentar federal presente a audiência pública na Câmara Municipal), não quererem ouvir os reclames da população, não resta outra alternativa senão tentar resolver o problema a partir de Brasília. “É muito falta de sensibilidade do pessoal do Dnit, de alguns membros da bancada federal e de autoridades que deveriam intervir no debate. Já temos um trânsito bastante problemático, para deixarmos construir a ponte no atual ponto de travessia da balsa e eternizar uma rodovia federal na área mais central de Porto Velho. É inconcebível”, protestou Jaime Gazola.

De acordo com Jaime, o trânsito de Porto Velho já esta caótico e a partir do momento que for instalada a ponte no centro da capital, transformando a cidade em um corredor de acesso do Amazonas com o resto do país, a situação ficará insuportável. “Hoje cerca de 800 carretas passam diariamente nas Avenidas dos Imigrantes e Jorge Teixeira, apenas poluindo e provocando acidentes graves. Não podemos aceitar a construção neste local, temos que proteger os moradores e não colocá-los em risco”, reiterou o vereador.

O vereador é a favor da construção da ponte em um novo local, e para tanto conclamou os moradores dos bairros afetados, maiores interessados na questão e os demais vereadores da casa, para juntos irem a Brasília tentar resolver esse impasse no Ministério dos Transportes. “Será de extrema importância a construção da ponte, mas o projeto precisa ser reavaliado. As alegações dos moradores dos bairros mais próximos da rodovia e, de resto de toda a Capital, precisam ser consideradas”, disse Jaime.

Assessoria de Imprensa

lucasassessoria@gmail.com

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Com dois anos de atraso, Unir forma primeira turma do curso de Medicina

A turma pioneira do curso de medicina da Universidade Federal de Rondônia (Unir) foi diplomada nesta quarta-feira (10), após uma longa jornada acadêmica de oito anos. Os primeiros alunos do núcleo de Medicina da Instituição, que iniciaram no ano de 2000, deveriam concluir em 2006 – no tempo normal --, no entanto, tiveram que conter as expectativas por mais dois anos, para poder então segurar o tão sonhado canudo.

A esses oitos anos de aprendizagem e de formação profissional, também é somado recessos e faltas de aulas – o que é bem comum em instituições públicas brasileiras --, mas, os motivos desse prolongamento, que causa onerações ao cofre público, quem deve explicar ao Tribunal de Contas da União (TCU) é o reitor Januário Amaral. Em seu discurso durante a solenidade de colação de grau, ocorrido ontem no Auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Porto Velho, o reitor da Unir revelou que o TCU já pediu explicações.

Mas, "mesmo com a conclusão num tempo além do previsto, só há motivos para comemorar. E o diploma acaba tendo um maior significado, pois levou mais tempo para ser conquistado", pondera a nova médica Fabiana Muniz, que é considerada pelos colegas exemplo de perseverança e determinação.

SACRIFÍCIOS POR UMA CAUSA

Ao todo, vinte e quatro alunos se formaram, e em nome desses vitoriosos, o RONDONIADINAMICA ouviu Fabiana Muniz, que contou um pouco do seu desafio pessoal para chagar até o final do curso, enquanto estudante, esposa e mãe.

Fabiana é de Cuiabá (MT), localidade onde reside toda a sua família, inclusive seu filho José Lucas, de 3 anos. Seu esposo, José Carlos Muniz, está em Manaus (AM), onde conclui o curso também de Medicina na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Desde o início do curso, Fabiana tem estado em Porto Velho, tendo que superar a saudades dos seus amados. "Já passou por minha cabeça desistir, principalmente depois do nascimento do Lucas. Mas, eu tive que arranjar força de onde não tinha. Deus foi a minha força; sem Ele eu não teria vencido", declara emocionada.

Para Fabiana os desafios ainda não cessaram. Seu esposo não foi liberado para vir para a colação em Porto Velho, devido os vários requisitos de conclusão de curso a serem cumpridos nesta reta final. A família só vai poder está unida sem distâncias daqui a dois meses, quando o José Carlos colará grau na UFAM. "Eu fiquei muito feliz com a presença da minha mãe, da minha sogra e de uma tia, que representaram toda a família e parentes, e por poder comemorar perto do meu filho Lucas. O difícil já passou, agora é só comemorar e agradecer a Deus pela dádiva", finalizou a médica.

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Clarim da Amazônia