segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

CARTA ENVIADA AO BRADESCO QUE SERVE A TODOS OS BANQUEIROS DO BRASIL

Senhores Diretores do Bradesco, Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma pequena taxa mensal pela existência da padaria na esquina de sua rua. Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços. Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante. Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade. Pois ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.

Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço.. Além disso, me impõe taxas. Uma 'taxa de acesso ao pãozinho', outra 'taxa por guardar pão quentinho' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco. Financiei um carro. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobraria o preço de mercado pelo pãozinho. Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri. Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de crédito' - equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pãozinho', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar. Não satisfeitos, para ter acesso ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco. Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de conta'. Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura da padaria', pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios'. para liberar o 'papagaio', alguns Gerentes inescrupulosos cobravam um 'por fora', que era devidamente embolsado. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos. Agora ao invés de um 'por fora' temos muitos 'por dentro'. - Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00. - Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 'para a manutenção da conta' semelhante àquela 'taxa pela existência da padaria na esquina da rua'. - A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo. - Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quentinho'. - Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer. Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.

Por favor, me esclareçam uma dúvida: eu comprei um financiamento ou vendi a alma? Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente amparado por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central. Sei disso. Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.. Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, vocês concordam o quanto são abusivas.!?!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Governo do Estado amplia programa de geração de emprego e renda

O Programa de Geração e Renda Qualificação para o Trabalho desenvolvido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Assistência Social do Estado acaba de beneficiar mais cidades de Rondônia.

Na semana passada, a secretária da Seas, Tânia Pires, visitou os municípios de Ariquemes, Monte Negro e Guajará - Mirim para anunciar os cursos básicos de lapidação de pedras preciosas e de joalheria artesanal, os quais já estão acontecendo em Porto Velho.

“A área da qualificação profissional corresponde à demanda do mercado de cada região”, esclarece Tânia Pires, ressaltando que além de oportunizar o aprendizado, a pasta está buscando meios para viabilizar postos de trabalho para os formandos. “Nossa idéia é fortalecer a parceria com o Sine”, observou ela, adiantando que novos cursos estão programados para este ano, conforme determinação do governador Ivo Cassol.

Um estudo divulgado ontem pela equipe técnica da Secretaria de Assistência Social do Estado revela que os municípios contemplados por esses cursos não apresentam em quantidade satisfatória, opções de oportunidade de trabalho para a maioria da População Economicamente Ativa (PEA). Mesmo existindo as demandas, diz a pesquisa, os responsáveis pelo orçamento familiar não apresentam condições de aproveitar as oportunidades e um salário justo por falta de capacitação.

Servidores da segurança participam de Jornada de Direitos Humanos

Bombeiros, Policiais Civis e Militares participam, de 16 a 19 deste mês, no auditório do Aquárius Selva Hotel, em Porto Velho, da Jornada de Direitos Humanos em Segurança Pública.

O evento, realizado pela Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp-MJ), tem por objetivo contribuir para a formação de uma cultura nacional de direitos e deveres humanos.

O curso, que abrange três turmas, cada uma com 80 servidores, tem carga horária de 16h, para cada turma, e é ministrado por profissionais do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (IDDEHA).

Na jornada são expostos temas relacionados à visão sistêmica da produção da violência, fatores de (des)humanização, memória histórica da Segurança Pública Brasileira e direitos humanos em Segurança Pública.

O secretário de segurança, Evilásio Sena, explica que eventos dessa natureza fortalecem os compromissos pessoais e coletivos para a edificação da cidadania. “Isso é possível, uma vez que o papel da Segurança Pública, na forma histórica da sociedade brasileira, é estudado e comentado com o objetivo de rever conceitos e desenvolver modelos comunitários de segurança”.

Teses principais do Plano Nacional de Segurança Pública – Senasp/MJ também serão estudados. Segundo o secretário, policiais e bombeiros também devem participar da elaboração de novos modelos de Segurança Pública, bem como avaliar a atuação policial na perspectiva da sociedade democrática e do Estado de Direito.


Assimp/Sesdec

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Clarim da Amazônia